Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Sócrates e a vidente


A vidente concentra-se, fecha os olhos e diz:
- Vejo o senhor a passar numa avenida, num carro aberto, e uma multidão acenando. Sócrates sorri e pergunta:
- Essa multidão está feliz?
- Sim, muito feliz.
- E eles vão a correr atrás do carro?
- Sim, muita gente à volta do carro. Os polícias estão com dificuldades em abrir caminho.
- Levam bandeiras?
- Sim, bandeiras de Portugal e faixas com palavras de esperança e de um futuro melhor.
- Eles gritam, cantam?
- Gritam, sim, frases de esperança: "Agora sim!!! Agora vai melhorar!!!"
- E eu, e eu? Qual é a minha reacção?
- Não dá para ver.
- E por que não?
- Porque o caixão está lacrado.



publicado por Ana Vidal às 01:12
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3 comentários:
De Gi a 18 de Outubro de 2007 às 16:02
lol também eu
De Luis a 17 de Outubro de 2007 às 22:30
eh, eh, eh, deliciosa. Acho que vou espalhar ...
De Anónimo a 17 de Outubro de 2007 às 21:43
Nunca me tinha lembrado de associar o dito cujo a D. Sebasião. Contudo, pensando bem, não fica mal, não senhor.

D. Sebastião arranjou-nos uma crise, não diria para 60 anos porque ela ainda dura , depois, arranjou-nos, arranjaram, esse mito que se resume no estar à espera sem saber o quê.

Enfim, poéticas à parte, a figura é de facto um estupor.

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