Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Argumentos coloridos

Para o meticuloso anónimo que se deu ao trabalho de escrever-me a dizer - em termos pouco simpáticos - que a cor de fundo do meu blog não existe na Natureza, aqui ficam alguns veementes argumentos em contrário:

 

 

 

 

 

 

 

Chegam?

 

Mas há mais uma coisa que quero dizer-lhe, meu caro: mesmo que não existisse na Natureza, existiria ainda assim na "minha natureza". E na minha estética. E se todos gostassem do mesmo, o que seria do amarelo... não é?

 

Masoquismo é que não vale a pena: fuja daqui, se a cor o incomoda...

 

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publicado por Ana Vidal às 11:21
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34 comentários:
De Teresa a 19 de Junho de 2008 às 12:48
E é a cor das flores de toda a minha paixão, os lilases.

Há gente muito parva, é o que é!

Beijinho.
De patti a 19 de Junho de 2008 às 13:11
Também pode ser trauma com as bolas de naftalina. Complexos, sei lá.
Nunca lhe puseram alfazema nas gavetas.
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 14:11
Quem sabe, Patti? Alfazema nas gavetas, que delícia... e lá volto eu à infância outra vez!
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 14:12
Há mesmo, Teresinha. E sobretudo com muita paciência, ou pouco que fazer...
Boa viagem aos States, e aproveita cada minuto!!
beijo
De Samuel a 19 de Junho de 2008 às 13:14
"Montmartre en ce temps-là
Accrochait ses lilas
Jusque sous nos fenêtres...

La bohème, la bohème Ça voulait dire tu es jolie
La bohème, la bohème Et nous avions tous du génie"

Abreijo
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 14:07
Ah, Montmartre, cher Samuel... avec ses lilas et l'air du temps...
Mais nous avons tous un peu de génie encore, n'est ce pas?
;)
Beijo
De Rita Ferro a 19 de Junho de 2008 às 19:04
Eu cá nem associo esta a cor à Natureza, calha bem. Acho-a pura e simplesmente chique. Numa camisola ou num blazer de caxemira. Nuns sofás. Num roupão. Nuns toalhões turcos. Num pijama de homem ou nuns lençois de cambraia. Hmmmm.... Adoro, adoro, adoro, adoro... Se bem que estes teus posts fotográficos, Ana, que deslumbramento! Apetece colhê-las!
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 19:09
São uma beleza, não são? E tive que resistir à tentação de pôr outras tantas, todas lindas...
De Rita Ferro a 19 de Junho de 2008 às 19:21
E também já não tinhas mais braços...!
De cristina ribeiro a 19 de Junho de 2008 às 13:19
"Como a bola colorida,
Nas mãos de uma criança..."


De cristina ribeiro a 19 de Junho de 2008 às 13:31
P.S. A penúltima parece-me a lindíssima flor do linho- que "estudei" recentemente, e que é raiada desse lilás suavíssimo...
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 14:03
É possível, Cristina. Não percebo muito de flores tecnicamente, embora adore flores.
De pedro a 19 de Junho de 2008 às 13:55
Se fosse roxo, eu ainda podia perceber - roxo, amor frouxo... Agora dar-se ao trabalho, ainda para mais com argumentos falacciosos... Os exemplos são óptimos. E há também as malvas!
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 14:01
E os jacarandás. E há também o céu, que às vezes está desta cor. No deserto, por exemplo, a cor que antecede a noite é esta, que começa assim e vai escurecendo na mesma escala de anil. Tenho pena de que este anónimo nunca tenha ido ao deserto...
De fugidia a 19 de Junho de 2008 às 14:15
Beijinho, querida Ana. Pelas belíssimas cores das imagens que postou...
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 14:19
Obrigada, Fugi! ;)
Eu até gostava de ter acrescentado uma cor ao arco-íris, mas não foi isso que aconteceu...
De O Réprobo a 19 de Junho de 2008 às 14:18
Ora aí é que bate o ponto, Querida Ana, seria abdicar de dois séculos de teoria Estética obrigar a Arte a imitar a Natureza ao ponto de só considerar as nesta identificáveis como "boas cores"!
Todos temos direito aos templates que apetecermos, um sucedâneo conotativo mas marcante dos antigos brasões de armas.
Beijinho
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 14:27
Nem mais, Paulo. "La terre est bleue comme une orange", já dizia o Éluard!
Beijinho
De Torradaemeiadeleite a 19 de Junho de 2008 às 14:20
Belíssimos argumentos!
Eu cá gosto muito desta decoração! Viva a diferença!
Até breve.
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 16:39
Obrigada, Torrada. Volte sempre, se gosta da decoração!
De Jorge Antunes a 19 de Junho de 2008 às 17:09
Pode sempre dizer a esse daltónico da sensibilidade que o tom dos argumentos dele não existe no bom senso.
Roxo ao fundo!
(ou será para o fundo?)
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 17:19
Boa malha, Jorge. Mas acho que ele já ficou anilado com tanto argumento...
(se bem conheço o género, não foi exactamente a cor que o incomodou...)
De Luísa a 19 de Junho de 2008 às 17:17
Conheço relativamente pouco da blogosfera, Ana, mas, do que conheço, o seu blogue tem a cor de fundo mais inesperada e mais bonita.
P.S.: Excepciono o meu… mas só pela simples razão de que o branco não é cor. :-)
De Ana Vidal a 19 de Junho de 2008 às 17:34
O meu também foi branco durante muito tempo, Luísa... mas depois apeteceu-me mudar. Além disso, o seu Nocturno tem que ter um fundo discreto, para fazer brilhar como merecem as suas magníficas fotografias de Lisboa!

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