Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Sem palavras

Esta é a história de um fotógrafo fotografando outro fotógrafo. As imagens que se seguem foram feitas pelo holandês Hans van der Vorst, no Grand Canyon, Arizona. As palavras são do próprio. A identidade do segundo fotógrafo é desconhecida.

 

 

«Assim que o vi, não consegui tirar mais os olhos dele: estava completamente hipnotizado com aquele tipo, de pé sobre aquela rocha solitária no Grand Canyon.

O Grand Canyon, naquele sítio, tem 900 metros de profundidade. A rocha à direita está ligada ao Canyon e é "terra firme". Olhando extasiado para ele e para os seus chinelos, a sua máquina fotográfica e o seu tripé, eu fazia a mim próprio estas três perguntas:

1. Como raio é que ele trepou para ali?
2. Porque não fotografar o pôr-do-sol da rocha à sua direita, que é perfeitamente segura?
3. Como é que ele vai sair dali?

Quando o sol finalmente desapareceu no horizonte, ele arrumou calmamente o equipamento e, com uma única mão livre, preparou-se para o salto. Tudo isto durou cerca de 2 minutos. Neste ponto, o homem já tinha a total atenção da pequena multidão que ali estava, suspensa dos seus gestos.

 


 

Esse foi o "point of no return". Depois disso, saltou... 

 


 

Aqui vemos como a rocha adjacente é mais alta, pelo que ele tentou aterrar no degrau abaixo, claramente curto e inclinado, tentando usar a mão livre para agarrar-se à rocha. 

 


 

Chegámos ao fim da história.

Olhem com atenção para o homem: tem uma máquina fotográfica, um tripé e ainda um saco de plástico, tudo isto ao ombro e na mão esquerda.  Só a mão direita está livre para agarrar a rocha, e o peso do equipamento é um problema adicional.

Esta última fotografia foi tirada no preciso momento em que a mão e o pé direitos chegam à rocha, quase por milagre. Entre as duas rochas há um fosso de 900 metros!

Perante os nossos olhos incrédulos, o homem equilibrou-se, atirou o equipamento para cima, depois trepou para o degrau de cima e foi-se embora. Provavelmente para uma casa de banho, para trocar de calças... eu, pelo menos, tive que fazê-lo, e só estava a ver!»


(Nota: recebido por mail em inglês, e traduzido por mim)

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publicado por Ana Vidal às 13:16
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15 comentários:
De Teresa a 12 de Junho de 2008 às 15:07
Absolutamente de estarrecer, credo!
De Ana Vidal a 12 de Junho de 2008 às 18:09
Impressionante, não é?
De Leonor a 12 de Junho de 2008 às 16:34
Muito giro. Adoro fotografar o fotógrafo :-)
De Ana Vidal a 12 de Junho de 2008 às 18:09
Aposto que gostavas de ter fotografado este!
;)
De Júlia a 12 de Junho de 2008 às 19:11

Ana,

Acreditas que até estava com medo de chegar ao final da história? Puxa!! Fechei os olhos e tudo.
impressionante, sim!
De Ana Vidal a 12 de Junho de 2008 às 22:50
Júlia, só tu!
:)
De Júlia a 12 de Junho de 2008 às 22:57

juro-te, risos.fchei os olhos, mas rodei o rato :-) incongruências!!!
beijinho
De O Réprobo a 12 de Junho de 2008 às 22:17
Querida Ana,
eu, o que estrano é a opção do salto. Se ele tem escolhido partir do patamar em que assemtava a cabeça do rochedo donde fotigrafara, ficaria muito mais perto e içava-se bem, a pulso...
Terá sido por exibicionismo?
Beijinho
De Ana Vidal a 12 de Junho de 2008 às 22:50
Essa opção, sem balanço, parece-me ainda mais perigosa... nâo? Se foi por exibicionismo, o homem tem um ego tão grande que o faz perder até a noção do perigo...
De fugidia a 12 de Junho de 2008 às 22:31

Irra!, eu a comer a sobremesa (dia complicado este, só agora estou a acabar de jantar...) e a ficar sem apetite (e eram cerejas...)

Vou esparicer, Ana, este post é muito hard...
De Ana Vidal a 12 de Junho de 2008 às 22:47
Mas acabou tudo em bem, Fugi. Espero que o seu dia também...
De Carlota a 13 de Junho de 2008 às 09:22
Impressionante! Até me provoca arrepios nas palmas das mãos e dos pés. A sério.
De Ana Vidal a 13 de Junho de 2008 às 12:01
A mim também, Carlota. Um calafrio, mesmo.
De miguel l. a 13 de Junho de 2008 às 10:00
Destemido, um homem que ,por não temer a vida, não teme a morte!
Não o conhecem? ...pois, nem eu!

nota: o comentário saiu-me como eu inicialmente não previa. Fiquei de tal maneira impressionado com a audácia do homem que o último período era para ser assim:

Não o conhecem? Pois, ficam a saber que sou eu próprio!

Contive-me à última da hora.
De Ana Vidal a 13 de Junho de 2008 às 12:04
Contiveste-te, Miguel? Não me parece...
;)
E essa "última da hora" lembrou-me uma história que hei-de contar aqui um dia destes.

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