Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

A minha próxima vida

 
Na minha próxima vida, quero vivê-la de trás para a frente.
 
Começar morto para despachar logo esse assunto.
Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expuslo porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma.
Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu.
Em seguida a primária, ficar criança e brincar. Não ter responsabilidades e ficar um bébé até nascer.
Por fim, passar 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia.
E depois... Voilá! Acabar com um orgasmo!
I rest my case.
 
Woody Allen
Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 15:14
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26 comentários:
De Manecas a 28 de Maio de 2008 às 17:09
Supõe, pelo menos, uns quantos malucos da nossa geração, fazerem o percurso do ensino em sentido contrário e terminarmos os cursos, mas a frequentar a 4ª classe, na Amieira, ou em Nisa, ou mesmo na Azambuja!!!

Estás a ver-te a aprenderes os rios, os caminhos de ferro, as montanhas, com um ponteiro da professora apontado para ver se não falhavas...e lá atrás, uns aviõezinhos de papel a voarem, e a malta a pisgar-se à socapa para o recreio...

Isso é que havia de ser...!!!

Beijinhos
De Ana Vidal a 28 de Maio de 2008 às 17:16
Já me puseste a rir com a ideia. Obrigada por este presente delicioso, o texto do Woody Allen fez-me ganhar o dia.
beijinhos
De O Réprobo a 28 de Maio de 2008 às 19:45
Ahahahahaha!
Está óptimo, Ana, mas claro que a infância está um tanto mitificada. Esquece-se tidas as humilhações delas, mais inescapáveis dos que as da velhice, nos indivíduos afortunados. Nos outros, a lembrança próxima levaria ao desejo de não viver, fosse em que escala fosse.
Mas é uma variante mais simpática e terrível do Budismo.
Beijinho
De Ana Vidal a 28 de Maio de 2008 às 23:00
Mais simpática e terrível? Explique lá isso melhor, Paulo, que eu nem sempre acompanho os seus raciocínios...
Bjs
De fugidia a 28 de Maio de 2008 às 20:46
Começar assim...
e acabar assim...
Hum...
não me parece nada mau, mesmo...

Lol lol lol
Beijinhos
De Ana Vidal a 28 de Maio de 2008 às 22:51
Fugi, é mais começar assim

e acabar assim ...

e também não me parece nada mau!
De fugidia a 28 de Maio de 2008 às 23:29
Querida Ana,
acabar apaixonada, seja lá como se começa, NUNCA é mau...
lol lol lol

Beijinhos!

(ah, e a propósito: o "mouro" que andava a dar à costa, hein? - risos)
De Ana Vidal a 28 de Maio de 2008 às 23:53
Não faço ideia, Fugi... não tenho visto marroquinos aqui em Sintra... só se for no Castelo dos Mouros, mas cheira-me que esses já não devem estar em muito bom estado...
;) Beijinhos!
De mike a 28 de Maio de 2008 às 21:45
Vi uma vez uma reportagem na televisão sobre um povo que habita uma ilha qualquer no Pacífico e de que me lembrei depois de ler esta marcha-atrás. :)
Mas a forma como a sociedade desse povo está organizada é algo diferente do que o Woody Allen (também não gosto dele... et voilá!) preconiza ou desejaria. Esses nativos vivem a vida sem responsabilidades, com uma espécie de liberdade total e dedicando-se ao que lhes dá prazer, ou seja, levam-na bem... até cerca dos 40 anos. Depois começam a trabalhar (leia-se pescar, caçar, construir, cozinhar, etc) para que os jovens não tenham que o fazer e gozem a vida. Não me parece mal, também. :)
Pensando bem, parece-me mal. (risos)
De Ana Vidal a 28 de Maio de 2008 às 22:45
Tem graça, Mike, eu lembro-me disso... e também fixei porque achei inteligente a solução: lá todos têm direito a meia vida de trabalho e meia vida de prazer. Os que estão na metade do trabalho tomam conta dos outros, ninguém fica desamparado. Claro que há os que morrem mais cedo, mas a esperança de vida e as causas de morte são as mesmas para quase todos.

Eu gosto imenso do Woody Allen, excepto nestes últimos filmes em que já nem lhe reconheço o estilo.
De mike a 28 de Maio de 2008 às 23:22
Acho o homem maçador, Ana. Acho que não tenho é paciência para ele... :)
De Ana Vidal a 28 de Maio de 2008 às 23:50
Maçador?? Mike... MAÇADOR????
Está bem, pronto, não vou recomendar-lhe os filmes da fase "psi" (mais densos), mas INTIMO-O a ver "As faces de Harry". São pequenas histórias de morrer a rir mas de um humor inteligente, fantástico. De todas elas a que eu mais gosto é "O homem desfocado". Vá ao clube de video buscar o filme e depois diga-me se continua a achar o homem... maçador!
Maçador? Francamente...
:)
De mariav a 28 de Maio de 2008 às 23:16
Adorei o texto doWoody Allen e amei a fotografia.
De Ana Vidal a 28 de Maio de 2008 às 23:22
Eu também acho o texto fabuloso, é mesmo à Woody Allen!
De Júlia a 28 de Maio de 2008 às 23:25
a nossa geração gosta toda de woody allen. eu gostava e sabia frases dle de cor...

tinha até livros dele, que nunca mais reli mas que são icones.

A propósito,tens um mail-recado no gmail.

és linda, obrigada por existires
De Ana Vidal a 28 de Maio de 2008 às 23:43
Já vi o mail, Júlia :)
Ainda bem que gostaste... depois comenta, ok?
Beijinhos
De O Réprobo a 29 de Maio de 2008 às 00:06
A reencarnação, tem mais riscos mas o final é mais aberto, também.
Beijinho.
Ah, gosto de WA! O que prezo mais é «Zelig», embora reconheça «Manhattan» como mais equilibrado.
Beijinho
De Ana Vidal a 29 de Maio de 2008 às 00:16
Agora percebi, obrigada.
E quanto ao Woody Allen, não me espanta que prefira esses (os tais a que eu chamo da fase "psi") que são muito bons e mais sérios. Faltou o Annie Hall, não?
Bjo
De tcl a 29 de Maio de 2008 às 00:58
só da cabeça do WA, mesmo. o homem pode ter muitos defeitos, mas é genial. eu gosto do WA
De Ana Vidal a 29 de Maio de 2008 às 01:25
:)
De Estrelícia Esse a 29 de Maio de 2008 às 10:36
Gostei muito de ver a "Rosa Púrpura do Cairo". Ele tem repentes de ternura que me sensibilizam e é sempre divertido, apesar do seu narcisismo à flor da pele.
Um beijo
De Ana Vidal a 29 de Maio de 2008 às 11:06
...com uma surpreendente Oprah ainda obesa, mas a sair-se muito bem no papel! Também gostei, Estrelicia. O narcisismo do WA é um dos trunfos que ele mais usa, numa auto-crítica mordaz e inteligente. Bom... eu sou fã, como se vê.
Beijo
De psb a 29 de Maio de 2008 às 11:29
Ana
Acho genial este retrocesso de Vida proposto pelo WA. Mas, para ser completo, há que manter a consciência adulta durante todo o processo, senão perde o gozo todo, especialmente no final/princípio.
Beijinhos

De Ana Vidal a 29 de Maio de 2008 às 13:18
Sim, essa condição é essencial.
Beijo

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