Domingo, 18 de Maio de 2008

Zélia Gattai

 

Acabei de ler a notícia: morreu Zélia Gattai. Não tenho muito para dizer, ainda estou abananada. Não que não fosse um desfecho previsível, mas a eterna "namorada" de Jorge Amado merecia viver outros 91 anos, para contar as muitas histórias que ainda guardava nas gavetas da memória. Ainda há pouco tempo lhe mandei um mail... e ainda esperava uma resposta dela, mesmo sabendo que já estava muito doente e que era pouco provável recebê-la. Agora, só se vier por sinais de fumo, em nuvens que ela me sopre lá de cima.

 

Hoje sou baiana também. Como esta paulista, que virou baiana por amor.

 

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publicado por Ana Vidal às 02:10
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14 comentários:
De Teresa a 18 de Maio de 2008 às 10:14
Que pena, que pena!
Tenho mesmo tanta pena!
De Ana Vidal a 18 de Maio de 2008 às 16:53
Também eu.
De carla mar a 18 de Maio de 2008 às 11:06
...voou, nas asas de um pássaro, para junto do seu AMOR.
[suspiro]

continuará sempre... e para sempre, em nós.

um beijinho, para ti.
De Ana Vidal a 18 de Maio de 2008 às 16:53
Voou sozinha, Carla. Ela tinha asas...
Outro para ti.
De Leonor a 18 de Maio de 2008 às 12:44
Também já a homenageei no meu blogue. Adorei os livros dela, os que li. Apesar dos 91 anos e de estar doente, a sua partida deixou-me triste.
De Ana Vidal a 18 de Maio de 2008 às 16:54
Acho que ficamos todos, Leonor. Menos ela e Jorge, imagino.
De Meg (Sub Rosa) a 18 de Maio de 2008 às 13:43
Oh Ana:
uma homenagem tão bonita quanto espontânea, certamente ela gostará de *ver/ler* , assim que aquietar-se ao lado de Jorge, de dar-lhe o beijo que foi a lembrança melhor e maior de sua vida.
Afinal, tudo é cósmico. E sem cárceres corporais, agora, não é?
Fiquei emocionada.
Um beijinho terno, Aniuska.
De Ana Vidal a 18 de Maio de 2008 às 16:51
Outro para ti, Megstar. Também fiquei emocionada com a notícia, e foi o que me saíu.
De mike a 18 de Maio de 2008 às 14:25
A Zélia é daquelas pessoas que são imortais. Ela apenas, como diz a Teresa, se foi juntar ao seu Jorge. Bonito texto, Ana.
De Ana Vidal a 18 de Maio de 2008 às 16:56
Um bocadinho atabalhoado porque escrevi sem pensar, sequer, e comovida.
Obrigada, Mike.
De O Réprobo a 18 de Maio de 2008 às 19:10
Querida Ana,
conheço bem a sensação de temor e comoção final, passou-se comigo o mesmo aquando do passamento de Ernst Jünger, com 103 anos, apesar de sem doença. Não conheço a obra de ZC, mas basta que o facto A desgoste para eu lamentar ainda mais veementemente do que faria no desaparecimento de qualquer escritor conceituado.
Beijo
De Ana Vidal a 18 de Maio de 2008 às 20:11
Paulo, para mim Zélia Gattai começou por ser "só" a mulher do meu amado Jorge Amado. Mas depois descobri-a como escritora e, através do que escreveu, como pessoa. Foi uma mulher notável, e não só uma notável "mulher de". Há algum tempo consultei-a por causa de uma pesquisa que estava a fazer e tive a grata surpresa de uma simpatia e generosidade que me deixaram rendida à sua qualidade humana. Por isso me emocionei quando soube da sua morte, ainda que esperada e natural, pela idade que já tinha. É sempre uma perda a morte de uma pessoa boa, ainda para mais talentosa.
beijo

De Teresa Ribeiro a 18 de Maio de 2008 às 23:17
Foi bonito vê-los, a ela e a Jorge Amado, de mão dada a vida inteira. Mas depois que ficou viúva Zélia Gattai continuou sendo aquela figura amável que a todos cativava. Também tive muita pena!
De sofia a 19 de Maio de 2008 às 17:07
Soube por ti e fiquei triste. Lembro-me sempre de uma entrevista que vi com ela a falar do Jorge Amado, apixonei-me ainda mais por ele, só de a ouvir falar dele!

Sabes, talvez assim continuem a passear de mão de dada lá onde estiverem os dois!

beijos

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