Domingo, 11 de Maio de 2008

Com dedos brandos



Passo a mão pela tua cabeça,
recurvamente, atentamente,

e só com dedos brandos,...


Quero saber o que tu pensas.

...
Quero saber aquilo que nem sabes.
...
Por que esperaste, ciente, a pele da minha mão?



(Jorge de Sena) 

 

(Encontrado aqui.)

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 10:59
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10 comentários:
De rita ferro a 11 de Maio de 2008 às 11:25
Ninguém espera. Já ninguém espera... A não ser aquilo sabemos não existir com toda a certeza.
De Ana Vidal a 11 de Maio de 2008 às 12:04
É essa a magia de todas as utopias, não é?
Espera-se um improvável, um impossível, até, com a mesma certeza com que se espera qualquer coisa de concreto. Enquanto isso acontecer, estamos vivos.
De Cristina Ribeiro a 11 de Maio de 2008 às 12:53
É isso, Ana . Manteremos assim em aberto a perspectiva de que um dia, quem sabe, poderemos saber o que pensa, sem termos de nos deitar a adivinhar.
De Ana Vidal a 11 de Maio de 2008 às 13:14
Cristina,
:)
Beijinho e bom domingo!
De O Réprobo a 11 de Maio de 2008 às 13:42
Querida Ana,
é um derivado da lei da atracção dos corpos que no senso táctil se deponha a esperança de plenamente abarcar o Objecto de afectos, mesmo para além da capacidade de sistematização dele. E a resposta é simples, na sua complexidade: não será tanto a ciência, mas a presciência do sentimento que se expressa na acção, que determina a paciência de aguardar o kairos do gesto.
Beijo
De Ana Vidal a 11 de Maio de 2008 às 16:18
Paulo, é só um passar os dedos pelos cabelos de alguém... e é muito mais "sentir" do que "saber", por muito bom que seja "saber".
Beijinho
De fugidia a 11 de Maio de 2008 às 20:22
Belíssima conjugação das palavras e da imagem.
beijinho.
De Ana Vidal a 11 de Maio de 2008 às 20:43
Beijinho, Fugidia.
De Quem tu sabes! a 12 de Maio de 2008 às 11:50
Fez-me lembrar alguém, alguma coisa, muitas coisas! ;) Estamos sempre à espera de passar a mão para que a cortina caia e se possa ver o que está para além dela! Para que com ela desapareçam os medos, os receios, os anseios e fique só o contemplar! Não é verdade? Mas quantas vezes queremos (e conseguimos) desvendar apenas com o olhar, com o passar a mão pelo cabelo, aquilo que se passa dentro, que se pensa em silêncio?

beijinhos
De Ana Vidal a 12 de Maio de 2008 às 18:27
Claro que sei quem és, amiga! E também sei que me percebes muito bem.
Beijinhos

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