Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Dia do Livro

No dia mundial do Livro e do Direito de Autor, a minha homenagem a um Homem, escritor, filósofo e pedagogo muito especial que, de mais que uma maneira, tocou a minha vida.

 



«(...) Olhamos para dentro de nós e apercebemo-nos de que fomos pouca coisa, de que somos pouca coisa. Escrevemos livros, sobretudo um livro, montámos toda uma teoria de respostas satisfatórias para as nossas mais fundas interrogações, julgámo-nos senhores de um saber superior ao da maioria dos nossos amigos ou contemporâneos, mas sempre a mesma pergunta, contundente e inevitável: O que se encontra, meu Deus?»


António Quadros, "Uma Frescura de Asas".


(Imagem: Livro - Fotografia de Chema Madoz)

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publicado por Ana Vidal às 22:07
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27 comentários:
De mariav a 24 de Abril de 2008 às 02:01
Grande verdade encontrada num livro.
Beijo e parabéns, afinal, este dia também é teu.
De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 10:26
E é o dia de todos os que gostam de livros, afinal.
Beijinho
De O Réprobo a 24 de Abril de 2008 às 09:59
Querida Ana,
Quadros era excelente e está carregadinho de razão. Amanhã é outro dia, dizem. Mas nesta toada esperemos que não. E eu, escrevendo no "day after", considerada a explosão comemorativa do difusor de Espírito por Excelência, tentarei abordar uma Figura que não prdeu de vista a mesma interrogação fundamental.
Beijo
De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 10:19
António Quadros foi um homem notável em muitos sentidos, Paulo. Um espírito esclarecido com Fé (uma só aparente contradição) é sempre uma personalidade interessantíssima. Já lá vou espreitar a sua escolha também.
Um beijinho
De Once a 24 de Abril de 2008 às 10:21
"teoria de respostas satisfatórias" .. tão verdade isto. e Quão doloroso é quando chega alguém e põe tudo em causa ..
Beijinho Ana *
De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 10:24
Mas também tão saudável, não é, Once?
É bom não perdermos de vista como tudo é efémero. A pergunta principal está sempre por responder...
Beijinho
De Once a 24 de Abril de 2008 às 17:35
sem dúvida que sim Ana .. o abanar da estrutura será sempre saudável se e quando .. construtivo :)
Beijinho e bom fim de semana *
De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 18:26
Claro, claro.
Bom fim de semana também para si.
De psb a 24 de Abril de 2008 às 11:13
'Olho para dentro de mim e apercebo-me de que fui muita coisa, de que sou muita coisa. Escrevo livros, sobretudo um livro, montei toda uma teoria de respostas inquestionáveis para as nossas mais fundas interrogações, sei-me senhor de um saber superior ao da maioria dos meus amigos ou contemporâneos, mas sempre a mesma pergunta, contundente e inevitável: porque não me vêem, meu Deus?'
(adaptação do excelente excerto de António Quadros ao Santanês, ou ao Jardinês ou mesmo ao Patinhês)...
De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 12:51
LOL.
A diferença é abismal, de facto! é pena que não haja mais homens destes, e menos "tios Patinhas"...
De James Emanuel a 24 de Abril de 2008 às 12:13
Muito sucesso no novo espaço!

Um abraço.
De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 12:49
Obrigada, James! Gosto muito de ter vc por aqui.
Abraço
De cristina ribeiro a 24 de Abril de 2008 às 13:35
Questionar-mo-nos permanentemente...
Beijinho
De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 14:14
Uma boa escola, Cristina.
Beijinho
De Capitão-Mor a 24 de Abril de 2008 às 13:53
Gostei de visitar a tua casa nova! :)
Foi bom reencontrar as palavras de António Quadros por aqui. De qualquer modo e como tantos outros, foi um autor cujo mérito nunca foi devidamente reconhecido.
De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 14:13
Ele também não escrevia para as massas, Capitão. Era um intelectual e um estudioso de Pessoa. De difícil leitura, portanto. Mas foi reconhecido pelos seus pares, apesar das injustiças por razões políticas, como de costume neste país.

De juliamoura.lopes a 24 de Abril de 2008 às 20:42

é sim, Ana...nem se discute o vulto que é António Quadros! Sobretudo o grande ensaísta que foi., um grande pensador e uma grande referência.

Há uma reflexão dele que nunca mais esqueço, que li no livro "Fernando Pessoa", talvez, já não situo onde. cito de cor: "envelhece-se não quando as células envelhecem, mas quando desistimos de viver. F. P. morreu velho, desistiu com 47 anos"

A mãe dele foi a grande poetisa Fernanda de Castro, que mesmo não se apreciando o género, foi grande.

Sem falar no fruto que nos deixou, a Rita Ferro, autora de um livro que adorei e está esgotado:
" O vento e a Lua" que não tem nada a ver com os livros mais conhecidos dela, que consideramos literatura light mas de grande tiragem, como "O vestido de Lantejolas",etc.


beijinho


De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 21:16
Eu sei, Júia. A Rita Ferro é uma grande amiga minha. E o "Vento e a Lua" é também o meu preferido dos livros dela. Logo a seguir, "Os filhos da Mãe", que te recomendo.
Um beijinho
De Júlia a 24 de Abril de 2008 às 21:32

Acho que não li, "os filhos da mãe",mas se recomendas deve ser bom.
para que faças uma ideia do que gostei do livro que te falei acima:
tinha o livro e emprestei-o. a pessoa a quem o emprestei nunca mais mo devolveu!!. Andei como louca para comprar um novo,está esgotado. Até já fiz recensão sobre o mesmo, a ver se me ofereciam o dito. Nicles, nem se fala em reedição!!!

beijniho

De psb a 25 de Abril de 2008 às 00:20
Júlia
Na biblioteca do meu sogro havia um painel em destaque que dizia 'Um livro não se empresta a um bom amigo. Um bom amigo não pede um livro emprestado'. Conselho de grande sabedoria.
Um abraço
De Júlia a 25 de Abril de 2008 às 21:55

sim, os livros ficam zangados quando os emprestamos ;-)

abraço

De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 23:10
Ora aí tens, Júlia, directamente da autora! Eu ia tentar arranjar-te o Vento e a Lua, mas assim é melhor ainda.
De Júlia a 25 de Abril de 2008 às 21:59


Tchi! :-)

no dia da Liberdade, receber a promessa de um livro que fala da liberdade...ele há coincidências!!

agradece por mim,please...
De Ana Vidal a 26 de Abril de 2008 às 01:27
que las hay, las hay...

agradeço por ti, fica descansada.

De Rita Ferro a 24 de Abril de 2008 às 22:56
Emocionada pela referência a meu Pai, Ana! Obrigada! Aproveito para partilhar convosco a alegria da criação (este mês!) da Fundação António Quadros, graças ao (enorme) esforço individual de minha irmã Mafalda, que reunirá os três espólios da família, juntamente com os de meus avós - Fernanda de Castro e António Ferro. Quanto à amiga que não consegue reaver o livro «O Vento e a Lua», que emprestou a alguém, tenho o maior gosto de lhe enviar um exemplar, se me indicar a sua morada :-) Abraço optimista, RF
De Ana Vidal a 24 de Abril de 2008 às 23:19
A referência ao teu Pai é mais do que justa, Rita, e a citação não podia vir mais a propósito neste dia.
Parabéns pela Fundação, que já tardava. Uma visita obrigatória e, tenho a certeza, interessantíssima.
E agora que já aprendeste o caminho, volta sempre que te apetecer. Os ventos que te trazem serão sempre bons.
Beijinho

PS: Ofereço-me para fazer a ponte entre ti a Júlia, para a entrega do livro.
De Júlia a 26 de Abril de 2008 às 22:39
Tsic!

Só agora vi a mensagem da Rita Ferro.

Grata às duas :-)

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