Domingo, 20 de Abril de 2008

Parabéns



«A tradução de obras como
Divina Comédia ou Vita Nuova (editadas pela Bertrand) não deixou dúvidas ao júri, que decidiu por unanimidade, atribuindo a Vasco Graça Moura o Prémio de Tradução 2007 do Ministério da Cultura italiano. A cerimónia de entrega, em Roma, ainda não tem data marcada. O novo romance de Graça Moura, Alfreda ou a Quimera (Bertrand), estará nas livrarias dia 28.»

(Texto retirado da Lerblog)

Os meus calorosos parabéns a Vasco Graça Moura por mais este prémio de vulto, aliás merecidíssimo. E também pelo valioso contributo que tem dado à discussão sobre o Acordo Ortográfico, já que me fez repensar a minha posição e avaliar melhor todos os aspectos que ele implicará. Tem sido uma voz lúcida e calma no meio de tanta apaixonada ignorância que rodeia a questão, na maioria das vezes. Por todas as razões, orgulho-me de tê-lo como prefaciador do meu primeiro livro, Seda e Aço.
publicado por Ana Vidal às 16:51
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13 comentários:
De Cristina Ribeiro a 20 de Abril de 2008 às 17:26
É, na verdade, motivo de muito orgulho.
Também eu gostei muito da intervenção, ponderada e sóbria , de VGM na discussão sobre o projectado acordo.
Beijinho
De Júlia a 20 de Abril de 2008 às 18:40

Eu gosto muito dele e estou sempre em sintonia.
É uma pessoa cultissima e muito simples...
Ele também apoiou a luta dos professores de Português, quando o governo quis tirar Camões e outros autores do programa de Lingua Portuguesa.

beijinho e b.f.s
De Ana Vidal a 21 de Abril de 2008 às 00:53
Acho que VGM tem tido um papel importante sempre que está em causa a língua portuguesa. Na sua defesa e na sua divulgação. Em abos os sentidos lhe devemos muito.
Beijo e boa semana.
De Ana Vidal a 21 de Abril de 2008 às 00:58
E clara também, Cristina. É importante percebermos bem toda a amplitude do que está em causa.
Beijinho
De O Réprobo a 20 de Abril de 2008 às 22:52
Tive o gosto de entrevistá-lo e que conversa interesante foi, com mil e uma janelas abertas para as mais diversas manifestações da Cultura, sem forçar! Ainda bem que, tendo como temática a obra, me fez ler a integralidade dela, à altura.
O ensaísmo que faz é do melhor que há E também gosto muito da poesia. Quanto às traduções, de tão criativas, são um desafio.
Beijinhos
De Ana Vidal a 21 de Abril de 2008 às 00:43
É verdade, Paulo, é uma obra de respeito e em áreas muito variadas.
Beijinho
De rosarinho a 21 de Abril de 2008 às 00:18
Vim aqui só de fugida, ver a nova Porta, e gostei do que vi. Não comento este nem os outros 557 posts que apareceram de novo, porque amuei. Uma pessoa vira costas, e é isto! Assim não se dá vazão, prima! Que produtividade!
Beijo
Rosarinho
De mariav a 21 de Abril de 2008 às 00:22
Com licença, voltei só para corrigir o URL.
De Ana Vidal a 21 de Abril de 2008 às 00:47
Nem por isso, até tenho estado mais entretida a arrumar a nova casa... e a descobrir o bairro!
Tens é que voltar com mais tempo.
Beijinho, e aparece.
De Zé da Burra o Alentejano a 21 de Abril de 2008 às 11:33
A Língua portuguesa está a passar por um período de implantação, quer nos países Africanos de Língua Portuguesa, quer em Timor Leste. Na Guiné-Bissau esteve até para ser adoptado o Francês como língua oficial e em Timor-Leste o Inglês. Daí será fácil concluir que a língua portuguesa nas nossas ex-colónias não ficou muito bem cimentada. Esses países já não são colónias portuguesas, são livres e tanto poderão seguir o português falado em Portugal, por 10 milhões de habitantes, como o português falado no Brasil, por 220 milhões.

A teoria de Darwin é mesmo verdadeira e Portugal, se teimar em não se aproximar da versão de português do Brasil sujeita-se a ficar só e, mesmo assim, não vai conseguir manter a pureza da língua porque ela evolui todos os dias, independentemente da questão que agora se nos põe: todos os dias há termos que caem em desuso e outros novos que são adoptados pela nossa língua, em especial termos ingleses que são adoptados sem quaisquer modificações.

Se não houver aproximações sucessivas ambas as versões do português continuarão a divergir e daqui a algumas gerações serão línguas completamente distintas. Será então a altura de Portugal confirmar que saiu a perder porque ficou agarrado a um tabu que não conseguiu ultrapassar.

O Brasil tem um impacto muito maior no mundo do que Portugal, dada a sua dimensão, população e poderio económico que em breve irá ter. O nosso português tem hoje algum peso muito em função dos novos países africanos PALOPs ) e de Timor Leste, mas ninguém garante que esses países não venham um dia a aproximar o seu português da versão brasileira e há até já alguns sinais nesse sentido. A população do Brasil permite altas tiragens das publicações que ficarão mais baratas e, se houver maior harmonização, as editoras portuguesas (e amanhã dos PALOPs ) poderão vender mais no Brasil.

Se Portugal permanecer imutável um dia poderá ficar só: a língua portuguesa de Portugal será então considerada uma respeitável língua antiga (o Grego é ainda mais), da qual derivou uma outra falada e escrita por centenas de milhões de habitantes neste planeta. O nosso orgulho ficar-se-á por aí e pronto!

Ambas as versões de português têm uma raiz comum e divergem há apenas cerca de 250 anos. Outros tantos anos a divergir e já não nos entenderemos, terão que ser consideradas duas línguas.

O acordo ortográfico é uma decisão apenas política que os técnicos terão depois que assimilar e seguir. Por exemplo: não se poderá alterar por decreto que uma molécula de água passa a ter dois átomos de oxigénio e outros dois de hidrogénio; ou que 5 vezes 5 passa a ser 28, em vez de 25. Mas por decreto pode alterar-se a grafia de "acção" para "ação" e quem não o aceitar passa a cometer um erro.

Portugal nada ganhará de imediato, mas tem muito a perder no futuro se rejeitar agora o acordo que o Brasil está disposto a aceitar.



Zé da Burra o Alentejano

De Ana Vidal a 21 de Abril de 2008 às 22:09
Defendi essa mesma tese até há pouco tempo, mas acabei por mudar de posição quanto ao acordo ortográfico agora que estou um pouco mais dentro do problema. Claro que a língua é uma coisa viva, que vai evoluindo ao longo do tempo. Isso é perfeitamente normal e tem acontecido com o português desde sempre, se não estaríamos ainda a escrever "pharmácia", por exemplo. Mas o facto de haver diferenças, nos vários países em que é falado, não faz com que seja impossível o entendimento. A diversidade é saudável e até desejável, não vejo essas grandes vantagens na uniformização da grafia, quando as razões são principalmente fonéticas.
E, já agora, esta posição não tem nada a ver com braços de ferro com o Brasil nem com razões políticas.
Obrigada pelo seu contributo esclarecido. Volte sempre.
De Vieira calado a 21 de Abril de 2008 às 19:39
Um grande homem de cultura, sem dúvida!
Um abraço
De Ana Vidal a 21 de Abril de 2008 às 21:59
Um abraço também para si, Poeta.

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