Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Justiça cega


(...) que raio de afectividade é esta que está na cabeça destes juízes em que é suposto um pai não ter medo de perder o filho? Que raio de paternidade maquinal é esta? Quem, amando o seu filho, prepara tudo para o perder? Pois eu acho que seria um estranho sinal que o fizessem.

Esta é parte de um texto do Daniel Oliveira, no Arrastão, sobre o chamado caso Esmeralda. Nem sempre concordo com o Daniel, mas desta vez subscrevo integralmente o que ele diz. E não o diria melhor, por isso aconselho o resto da leitura na sua origem.
publicado por Ana Vidal às 20:22
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2 comentários:
De ana vidal a 28 de Setembro de 2007 às 20:21
Ana,
Antes de mais deixe-me dizer-lhe que gosto muito de tê-la por aqui. Ainda não lhe tinha dado as boas vindas condignamente.
Além disso, as suas opiniões são sempre um valor acrescentado para este blog: pensadas, sérias, mas também com sentido de humor. Não pode encaixar-se melhor no espírito deste espaço, garanto-lhe. Mesmo que discorde, o que eu até prefiro que aconteça.
Por isso volte sempre. E quanto a este assunto, já li tanto sobre isto depois de ter postado aqui, que já não tenho tantas certezas como tinha. Mas mon coeur, mesmo balançando, ainda pende para o lado do sargento. São feitios, pronto, ou um fétiche por fardas... Apesar de achar essa questão dos nomes absolutamente relevante!

Um beijinho
Ana
De Anónimo a 28 de Setembro de 2007 às 19:22
De forma desapaixonada, creio eu, não haver aqui ninguém isento de culpas. No meu julgamento pessoal, e conhecendo razoávelmente todo o historial do caso, parece-me que quem cometeu menos distorções à lei foi o pai biológico, senão vejamos:

Não reconheceu imediatamente a paternidade, só o fazendo cerca de ano e meio depois do nascimento da criança, confrotado com os resultados do ADN. Não é o primeiro nem será o último. Aliás as estatísticas dizem, que o pedido do teste de ADN de crianças, crescem dentro do casamento a um ritmo significativo. Vá-se lá saber porquê! A Mãe da criança, não era (se calhar felizmente para ela) propriamente Soror Mariana, que apaixonou dentro do Convento, conheceram-se nas esquinas da vida.

A mãe, após o nascimento da criança, e num acto que quero pensar ter sido de amor profundo, mas contra tudo o que está estabelecido na Lei, entrega-a de mão beijada, a um casal que achou, terem ar de boas pessoas.

O casal dá "muito amor e carinho" à criança, mas fecha-se no seu mundinho e espera que ninguém dê por isso por muitos anos e bons, mas não dá um passo para legalizar a situação, até ao dia em que o pai biológico como disse acima confrontado com o ADN, assume a paternidade e requer em tribunal a guarda e custódia da criança, que lhe é concedida. Só depois, o sargetinho (é mais pequeno que o Scolari) e a "esposa" resolvem actuar e pedir a regularização da situação da criança, e até hoje, de recurso, em recurso, esperam eles que até à vitória final! (Com fuga pelo meio).

Sou fanática do comércio tradicional, frequento mercado, padaria, merceeiria e lugar da fruta e oiço estes mimos a favor dos pais afectivos, que me levam a fazer o paralelo com o outro caso da bébe roubada na maternidade lá no norte:

"O pai biológico tem mesmo mau ar, vê-se à légua que não é boa pessoa", e eu penso: e o pai da outra? Mete medo a um susto!
Outra
"coitadinha da menina, levá-la de uma casa tão bonita, tão asseada, com um quartinho tão bem arranjado, para aquela casa do pai, toda atamancada, é mesmo de gente má e sem coração" e eu penso: então e a outra? os pais nem telhado completo têm em casa, o mijatório é ao luar, não tem divisórias nem quartos.

Felizmente que ainda não é obrigatório ter um razoável aspecto para se procriar, não há limite mínimo na conta à ordem, para se gerar um filho, mas acontecerá isto na cabeça de todos, quando confrontados com determinadas situações.

O caso é sério demais para se chalaçar, mas eu não resisto.

Cortar as crianças ao meio, acredito que já nem Salomão, advoga essa hipótese, eu como não sou nada permeável nem sugestionável às aparências, crio o meu julgamento em factos concretos, não hesitaria a fazer justiça.

Entre quem trata a criança por Esmeralda ou Ana Rita, é de caras, fica com o segundo. No outro caso ainda é mais fácil, Margarida para uns, Tatiana Vanessa para outros, (penso que não são estes, mas são do género) Ó laré!! já está decidido. Isto, creio eu, é pensar no superior interese, actual e futuro destas duas crianças.

Um beijinho
Ana LCosta

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