Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Paraíso


Deixa ficar comigo a madrugada,
para que a luz do Sol me não constranja.
Numa taça de sombra estilhaçada,
deita sumo de lua e de laranja.
Arranja uma pianola, um disco, um posto,
onde eu ouça o estertor de uma gaivota...
Crepite, em derredor, o mar de Agosto...
E o outro cheiro, o teu, à minha volta!
Depois, podes partir. Só te aconselho
que acendas, para tudo ser perfeito,
à cabeceira a luz do teu joelho,
entre os lençóis o lume do teu peito...
Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão do Paraíso.
(David Mourão-Ferreira)


Get this widget Share Track details


(Pedro Guerra - Deseo)
Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 17:20
link do post
5 comentários:
De Mad a 27 de Julho de 2007 às 17:18
O Aznavour era mais feio ainda e é aquela maravilha que a gente sabe...
De av a 26 de Julho de 2007 às 00:25
JG,
Obrigada pelo beijo (já cá chegou, vinha a mil à hora...) e pelo perdão pela minha cleptomania no Blog da Sabedoria. Fiquei constrangida e não trouxe as pontes, mas não sei se vou resistir muito tempo.
Também adoro o David, poeta do meu coração.

ana
De JG a 26 de Julho de 2007 às 00:12
Como tudo, mas mesmo tudo, o que David Mourão Ferreira escreveu, este poema é belíssimo.

E agora, falando sério: além de você ter um Emir maior e mais poderoso embora menos guardado que o meu, ainda leva as minhas pontes baloiçantes :))

Tá bem, o que posso fazer. zangar-me consigo seria incapaz. Em alternativa, acho que enviar um bj a mil à hora não está mal.
De av a 25 de Julho de 2007 às 21:47
Pronto, tá explicado.

bjuxx tb
De glaucia a 25 de Julho de 2007 às 19:47
bjuxxx!

Explicando: É com se eu estivesse dizendo Beijos, mas com sotaque da minha terra (Rio de Janeiro/Brasil). Nós arrastamos o S no fim das palavras como se fosse X ou SH. Compreende?

Bjuxxx pra vc!

Comentar post

brisas, nortadas e furacões, por


Ana Vidal
Pedro Silveira Botelho
Manuel Fragoso de Almeida
Marie Tourvel
Rita Ferro
João Paulo Cardoso
Luísa
João de Bragança

palavras ao vento


portadovento@sapo.pt

aragens


“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

(Jean Cocteau)

portas da casa


Violinos no Telhado
Pastéis de Nada
As Letras da Sopa
O Eldorado
Nocturno
Delito de Opinião
Adeus, até ao meu regresso

Ventos recentes

Até sempre

Expresso do Oriente (3)

Expresso do Oriente (2)

Expresso do Oriente (1)

Vou ali...

Adivinhe quem foi jantar?

Intervalo

Semibreves

Pocket Classic (A Educaçã...

Coentros e rabanetes

Adivinhe quem vem jantar?

Moleskine

Lapsus Linguae

Semibreves

Sou sincera

Rosa dos Ventos

Livros



Seda e Aço


A Poesia é para comer


Gente do Sul

E tudo o vento levou

Perfil

Technorati Profile

Add to Technorati Favorites

Ventos do mundo

Ventos de Passagem


visitantes online

Subscrever feeds