Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

Hable con ella

Caetano Veloso, num dos mais mágicos momentos do filme Hable con Ella, de Pedro Almodôvar. Para mim, que sou fã do maestro espanhol, é a sua obra prima. Depurado de toda a habitual parafrenália kitch e dos excessos caricaturais da tradicional visão do mundo de Almodôvar, este filme, subtil e de uma delicadeza invulgar, trata afinal um tema pesadíssimo e consegue o inimaginável: transformar num autêntico poema um dos mais hediondos crimes que podemos conceber - a violação - ainda por cima a de uma mulher completamente indefesa.
O que nos diz Hable con Ella é que até na maior sordidez pode existir inocência, e até mesmo uma nobreza desesperada que não deixa por isso de ser nobreza e que, vista desse ângulo, redime aos nossos olhos toda a Humanidade.
Se alguém ainda não viu o filme, vá a correr buscá-lo ao clube de video mais próximo.


(Como rebuçados extra, o filme dá-nos ainda as fantásticas coreografias de Pina Bausch e uma banda sonora de 5 estrelas, de Alberto Iglesias)

Etiquetas: ,
publicado por Ana Vidal às 09:53
link do post
6 comentários:
De ana vidal a 15 de Agosto de 2007 às 03:29
qual jantar????
De Mad a 15 de Agosto de 2007 às 03:17
Ai, ai, ai, AI!
M'Ana, quero um relato detalhado do "jantar".
De ana vidal a 15 de Agosto de 2007 às 03:07
JG, ainda bem que concordas comigo. Muita gente acha que este é um falso Almodôvar, que ele se desviou do seu estilo. Eu acho, pelo contrário, que ele se superou, e custa-me acreditar que possa fazer melhor que isto. É um filme para a história do cinema, mesmo.
De JG a 15 de Agosto de 2007 às 02:03
è o filme de Almodôvar de que mais gosto. Comprei o DVD que vejo e revejo, ando com a banda sonora nos ouvidos dentro do meu MP3. Sempre me emociona, este filme. É, a meu ver, uma das sua obras-primas do cinema que ficará na memória de todos os que tenham um pingo de sensibilidade para compreender o amor e o sofrimento humanos.

Bjj
De ana vidal a 14 de Agosto de 2007 às 19:08
Cage, chamar-te básico foi obviamente uma ironia! Se alguém ainda tivesse alguma dúvida sobre o teu gabarito cultural (o que eu acho difícil), ficaria esclarecido com este teu comentário.
Mas estares "assim" é que não!! Estás a imitar-me? Já não posso ter o meu protagonismo de diva, nem no meu próprio blog?
Vá lá, um Cage "assim" não queremos. Já a um Cage assado, com mel e nozes, ninguém resiste. Anima-te!
De Cage (Assim) Limiano a 14 de Agosto de 2007 às 18:50
Conheço mal o Almodovar. Pouco ou nada, para ser exacto. Passe a ignorância do macaco. Sou um básico, aqui foi escrito recentemente. Mas retenho a sugestão, certamente, para uma boa oportunidade.
Começo melhor, e aprecio, o Caetano. Aqui, com "Cucurrucucú Paloma". De um álbum "Fina Estampa ao Vivo", editado em 1995 e precedido, em 1994, do "Fina Estampa", gravado em estúdio. Com diferenças significativas de repertório. Uma incursão, nem sempre fácil, aliás, na música de expressão castelhana, norte e sul-americana, cubana e porto-riquenha. Já não os oiço há um tempo, embora nunca tenham concitado a minha especial preferência. Lembro-me bem, todavia, de "Tonada de Luna Lenna", uma bonita melopeia venezuelana, comum aos dois álbuns, apoiada em falsetes, que o Caetano tão bem domina. No primeiro álbum, com acompanhamento instrumental e, no segundo, "a capella". Estava já deitado, recordo-me, quando a ouvi, na TSF, para onde telefonei e me informaram sobre o disco. Há uns anos.

Comentar post

brisas, nortadas e furacões, por


Ana Vidal
Pedro Silveira Botelho
Manuel Fragoso de Almeida
Marie Tourvel
Rita Ferro
João Paulo Cardoso
Luísa
João de Bragança

palavras ao vento


portadovento@sapo.pt

aragens


“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

(Jean Cocteau)

portas da casa


Violinos no Telhado
Pastéis de Nada
As Letras da Sopa
O Eldorado
Nocturno
Delito de Opinião
Adeus, até ao meu regresso

Ventos recentes

Até sempre

Expresso do Oriente (3)

Expresso do Oriente (2)

Expresso do Oriente (1)

Vou ali...

Adivinhe quem foi jantar?

Intervalo

Semibreves

Pocket Classic (A Educaçã...

Coentros e rabanetes

Adivinhe quem vem jantar?

Moleskine

Lapsus Linguae

Semibreves

Sou sincera

favoritos

O triunfo dos porcos

Livros



Seda e Aço


A Poesia é para comer


Gente do Sul

E tudo o vento levou

Perfil


ver perfil

. 16 seguidores

Technorati Profile

Add to Technorati Favorites

Ventos do mundo

Ventos de Passagem


visitantes online

Subscrever feeds